5:26 pm - Wed, May 16, 2012


Que falta faz esse cara…

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3:39 pm


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7:28 pm - Sun, May 13, 2012


Eternos chapa-branca

Mino Carta, para a Carta Capital

O jornal O Globo toma as dores da revista Veja e de seu patrão na edição de terça 8, e determina: “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”. Em cena, o espírito corporativo. Manda a tradição do jornalismo pátrio, fiel do pensamento único diante de qualquer risco de mudança.

Desde 2002, todos empenhados em criar problemas para o governo do metalúrgico desabusado e, de dois anos para cá, para a burguesa que lá pelas tantas pegou em armas contra a ditadura, embora nunca as tenha usado. Os barões midiáticos detestam-se cordialmente uns aos outros, mas a ameaça comum, ou o simples temor de que se manifeste, os leva a se unir, automática e compactamente.

Não há necessidade de uma convocação explícita, o toque do alerta alcança com exclusividade os seus ouvidos interiores enquanto ninguém mais o escuta. E entra na liça o jornal da família Marinho para acusar quem acusa o parceiro de jornada, o qual, comovido, transforma o texto global na sua própria peça de defesa, desfraldada no site de Veja. A CPI do Cachoeira em potência encerra perigos em primeiro lugar para a Editora Abril. Nem por isso os demais da mídia nativa estão a salvo, o mal de um pode ser de todos.

O autor do editorial
exibe a tranquilidade de Pitágoras na hora de resolver seu teorema, na certeza de ter demolido com sua pena (imortal?) os argumentos de CartaCapital. Arrisca-se, porém, igual a Rui Falcão, de quem se apressa a citar a frase sobre a CPI, vista como a oportunidade “de desmascarar o mensalão”. Com notável candura evoca o Caso Watergate para justificar o chefe da sucursal de Veja em Brasília nas suas notórias andanças com o chefão goiano. Ambos desastrados, o editorialista e o líder petista.

Abalo-me a observar que a semanal abriliana em nada se parece com o Washington Post, bem como Roberto Civita com Katharine Graham, dona, à época de Watergate, do extraordinário diário da capital americana. Poupo os leitores e os meus pacientes botões de comparações entre a mídia dos Estados Unidos e a do Brasil, mas não deixo de acentuar a abissal diferença entre o diretor de Veja e Ben Bradlee, diretor do Washington Post, e entre Policarpo Jr. e Bob Woodward e Carl Bernstein, autores da série que obrigou Richard Nixon a se demitir antes de sofrer o inevitável impeachment. E ainda entre o Garganta Profunda, agente graduado do FBI, e um bicheiro mafioso.

Recomenda-se um mínimo de apego à verdade factual e ao espírito crítico, embora seja do conhecimento até do mundo mineral a clamorosa ignorância das redações nativas. Vale dizer, de todo modo, que, para não perder o vezo, o editorialista global esquece, entre outras façanhas de Veja, aquele épico momento em que a revista publica o dossiê fornecido por Daniel Dantas sobre as contas no exterior de alguns figurões da República, a começar pelo presidente Lula.

Concentro-me em outras miopias de O Globo. Sem citar CartaCapital, o jornal a inclui entre “os veículos de imprensa chapa-branca, que atuam como linha auxiliar dos setores radicais do PT”. Anotação marginal: os radicais do PT são hoje em dia tão comuns quanto os brontossauros. Talvez fossem anacrônicos nos seus tempos de plena exposição, hoje em dia mudaram de ideia ou sumiram de vez. Há tempo CartaCapital lamenta que o PT tenha assumido no poder as feições dos demais partidos.

Vamos, de todo modo, à vezeira acusação de que somos chapa-branca. Apenas e tão somente porque entendemos que os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma são muito mais confiáveis do que seus antecessores? Chapa-branca é a mídia nativa e O Globo cumpre a tarefa com diligência vetusta e comovedora, destaque na opção pelos interesses dos herdeiros da casa-grande, empenhados em manter de pé a senzala até o derradeiro instante possível.

Não é por acaso que 64% dos brasileiros não dispõem de saneamento básico e que 50 mil morrem assassinados anualmente. Ou que os nossos índices de ensino e saúde públicos são dignos dos fundões da África, a par da magnífica colocação do País entre aqueles que pior distribuem a renda. Em compensação, a minoria privilegiada imita a vida dos emires árabes.

Chapa-branca a favor
de quem, impávidos senhores da prepotência, da velhacaria, da arrogância, da incompetência, da hipocrisia? Arauto da ditadura, Roberto Marinho fermentou seu poder à sombra dela e fez das Organizações Globo um monstro que assola o Brazil-zil-zil. Seu jornal apoiou o golpe, o golpe dentro do golpe, a repressão feroz. Illo tempore, seu grande amigo chamava-se Armando Falcão.

Opositor ferrenho das Diretas Já, rejubilado pelo fracasso da Emenda Dante de Oliveira, seu grande amigo passou a atender pelo nome de Antonio Carlos Magalhães. O doutor Roberto em pessoa manipulou o célebre debate Lula versus Collor, para opor-se a este dois anos depois, cobrador, o presidente caçador de marajás, de pedágios exorbitantes, quando já não havia como segurá-lo depois das claras, circunstanciadas denúncias do motorista Eriberto, publicadas pela revista IstoÉ, dirigida então pelo acima assinado.

Pronta às loas mais desbragadas a Fernando Henrique presidente, com o aval de ACM, a Globo sustentou a reeleição comprada e a privataria tucana, e resistiu à própria falência do País no começo de 1999, após ter apoiado a candidatura de FHC na qualidade de defensor da estabilidade. Não lhe faltaram compensações. Endividada até o chapéu, teve o presente de 800 milhões de reais do BNDES do senhor Reichstul. Haja chapa-branca.

Impossível a comparação entre a chamada “grande imprensa” (eu a enxergo mínima) e o que chama de “linha auxiliar de setores radicais do PT”, conforme definem as primeiras linhas do editorial de O Globo. A questão, de verdade, é muito simples: há jornalismo e jornalismo. Ao contrário destes “grandes”, nós entendemos que a liberdade sozinha, sem o acompanhamento pontual da igualdade, é apenas a do mais forte, ou, se quiserem, do mais rico. É a liberdade do rei leão no coração da selva, seguido a conveniente distância por sua corte de hienas.

Acreditamos também que entregue à propaganda da linha auxiliar da casa-grande, o Brasil não chegaria a ser o País que ele mesmo e sua nação merecem. Nunca me canso de repetir Raymundo Faoro: “Eles querem um País de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo”. No mais, sobra a evidência: Roberto Civita é o Murdoch que este país pode se permitir, além de inventor da lâmpada Skuromatic a convocar as trevas ao meio-dia. Temos de convir que, na mídia brasileira, abundam os usuários deste milagroso objeto.

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8:19 pm - Tue, May 8, 2012


Como destruir vários mitos sobre o clima em menos de meia-hora

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2:38 pm


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12:17 pm - Sat, May 5, 2012


O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a
Karl Marx

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1:29 pm - Fri, May 4, 2012


Cotas raciais: O último biscoito do pacote?

Por Movimento Negro Socialista

Ontem começou o julgamento no STF da constitucionalidade das cotas raciais. Em 2010, o Tribunal realizou uma grande Audiência Pública, onde fomos convidados e expusemos os malefícios destas políticas e principalmente as consequências desastrosas das políticas de diferenciação de direitos segundo a cor da pele. É dessa forma que ONG’s, burocratas de carreira no serviço público e infelizmente militantes honestos, propõem as chamadas cotas raciais como a principal forma de combate ao racismo ou de ‘reparação’. Na verdade essas políticas impõem uma lógica da sociedade de classes e perpetua as desigualdades pré-estabelecida pelo enorme abismo social entre as classes no Brasil.

O conceito de identidade racial pressuposto para aplicação das cotas raciais só pode levar a retirar a identidade social, por exemplo, dos trabalhadores - portanto uma divisão - nas escolas, nos bairros pobres, nos sindicatos, onde os interesses dos trabalhadores são os mesmos dos trabalhadores brancos, são interesses gerais da classe trabalhadora.
O racismo que existe é o fruto mais hediondo da sociedade de classes em que vivemos. Somente a luta por igualdade econômica e política por direitos iguais de fato para todos, pode abrir uma via eficaz de combate ao racismo.
Essa chamada “discriminação positiva” só levará ao caminho da divisão tendo como resultado a criação de uma oposição legal entre negros e brancos em escala nacional. É evidente que os primeiros a sentir as consequências da divisão “racial” da sociedade serão os pobres, negros e brancos, em sua luta pela sobrevivência, na luta por emprego, e que têm a necessidade de Saúde, Educação e Serviços Públicos gratuitos e de qualidade.
E existe outra saída? Poderíamos apresentar algumas:
- Que tal aplicar 10% do PIB para Educação?
- Que tal, ao invés de fazer um fundo soberano de 350 bilhões de dólares, investir pesadamente nos serviços públicos, em especial Saúde, Educação e Moradia?
Essas medidas acabariam com o racismo? Possivelmente não! Mas seguramente melhoraria muito mais a vida dos negros pobres que qualquer cota em Universidade.   
Continuamos afirmando: Vagas para Todos, Salário Digno para Todos, Salário Igual para Trabalho Igual, punição para os racistas!
A política de cotas só é o último biscoito do pacote para aqueles que desistiram da luta por igualdade, da luta contra o capitalismo.
As mais importantes conquistas dos negros são inseparáveis das conquistas e lutas da classe trabalhadora. A luta por igualdade é a luta pelos meios materiais para superação das desigualdades. Leis que diferenciem os direitos segundo a cor da pele são o contrário da luta por direitos iguais.
Como socialistas lutamos pelos interesses históricos e imediatos do proletariado e em todas as etapas deste combate sempre encontramos o desafio de construir a unidade de todos os oprimidos e explorados diante dos obstáculos criados pela própria sociedade de classes, os quais, muitas vezes, são armadilhas criadas pela classe dominante com o objetivo de manter sua dominação de classe. 
Nos últimos 10 anos temos discutido e combatido com todas as nossas energias esta reacionária política de divisão da classe trabalhadora, não sabemos como terminará este julgamento. De nossa parte, continuaremos firmes na luta contra o sistema social que alimenta o racismo, lutando por: Trabalho Igual, Salário Igual; Vagas para Todos nas Universidades Públicas; Serviços Públicos Gratuitos e de Qualidade, Punição para os racistas!
Não as cotas raciais!
Somos irmãos trabalhadores!

Combater o racismo, lutar por igualdade e pelo Socialismo!

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12:54 pm


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12:42 am - Thu, May 3, 2012


Veja CPI do Bicheiro

Por Marco Antonio Araújo

O assunto é sério. Gravíssimo. E é hora de todo cidadão honesto ficar alerta. Os barões da mídia se uniram para que uma CPI não passe a limpo as relações criminosas do bicheiro Cachoeira e parte da chamada grande imprensa brasileira, principalmente a revista Veja.

O País não pode perder essa oportunidade de desmascarar aqueles que toda semana tentam mostrar nas bancas que são os reis da honestidade. Falam de ética, mas agem como traficantes da informação. Investigações da Polícia Federal já revelaram que a Veja, revista da família Civita, agiu como porta-voz do bicheiro, preso desde o final de fevereiro, e manteve com ele uma clara troca de favores.

A relação fere, no mínimo, qualquer princípio do bom jornalismo. Evidências mostram que a Veja se submeteu aos interesses do crime organizado, jogou a favor de um determinado grupo político por interesses desconhecidos e usou informações obtidas de forma ilegal para atacar seus inimigos.

O diretor de jornalismo da Veja em Brasília virou confidente, amigo íntimo, do bicheiro Cachoeira e de sua turma envolvidos até o pescoço com ações criminosas, como provam as centenas de ligações grampeadas com autorização judicial. Eles escolhiam até em qual parte da revista a informação “denunciada” seria publicada.

Quando as denúncias contra o senador Demóstenes Torres e seus negócios com o bicheiro Cachoeira ameaçavam trazer à tona toda sujeira, a revista dos Civita preferiu dedicar uma capa ao Santo Sudário. Bem diferente da cobertura dedicada ao Mensalão, que mereceu 27 capas desde maio de 2005. Repito: 27. Vinte e sete. No dia 18 de abril até ensaiaram tocar no assunto como matéria principal, mas fizeram com a palavra MENSALÃO impressa assim, em letras garrafais em meio a uma cortina de fumaça. Coisa que a Editora Abril parece conhecer bem.

Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens no Jornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo “plural e independente” da Folha?

Querem proteger os que praticam um crime.

Na edição desta semana, a Veja tenta intimidar os parlamentares que podem investigar as ligações de Cachoeira com a revista. “Vou explodir”, avisa Cachoeira da prisão, de acordo com uma chamada no alto da capa. Em entrevista a revista, Andressa Mendonça, mulher do contraventor, diz que o marido pode revelar tudo o que sabe. E agora, Veja?

O mais importante agora é ver a coragem dos parlamentares para levar de fato Roberto Civita, o dono da Veja, a sentar-se em uma das cadeiras da CPI e encarar as perguntas daqueles que estão lá como representantes do povo. O mesmo povo que a Veja tenta enganar todos os fins de semana.

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7:47 pm - Mon, Apr 30, 2012


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9:18 pm - Wed, Apr 25, 2012


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2:05 pm - Fri, Apr 20, 2012


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6:49 pm - Thu, Apr 19, 2012


É o cúmulo do absurdo que o Parlamento Europeu, que reúne representantes do povo, se preste a votar uma resolução contra a Argentina, em defesa dos interesses de uma multinacional. O mesmo parlamento que nada faz para denunciar as empresas do Velho Continente que, em nome da segurança jurídica, investiam seus capitais em países amordaçados por regimes assassinos que, ao mesmo tempo que ofereciam segurança jurídica aos investidores, jogavam seus povos no poço da repressão, da corrupção e da pobreza.
Eduardo Febbro

(Source: cartamaior.com.br)

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